segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Homossexualismo e a Igreja

Discriminação... Seja ela relacionada à política, religião ou sexo é sempre condenável perante a sociedade em que vivemos, quero que você considere que as linhas a seguir irão analisar um grande tabu da sociedade sob o ponto de vista de Deus, o homossexualismo.



Abandone por uns minutos a sua rejeição pelo assunto, não pare de ler, reserve um tempo com disposição para analisar cautelosamente o que a palavra de Deus nos diz, demorei muito para achar as palavras para este começo... Escrevo com amor este texto porque pretendo desafiar aos preconceituosos e trazer a luz que salva aos simpatizantes desta prática pecaminosa.

Sem querer entrar no mérito da ciência, não posso crer que as pessoas nascem geneticamente homossexuais, mas não discuto que algumas circunstancias de vida desastrosa “inclinem” as pessoas a este pecado, o que quero é provar biblicamente que este é um problema espiritual e que tem cura!



Curiosamente ou não a sociedade em sua maioria não aceita totalmente o relacionamento homossexual taxando-o de imoral ou chocante... Mas e a questão do pecado? - a sociedade é desprovida de discernimento para avaliar a questão sob o ponto de Deus, ela não aceita porque não lhe é agradável sob o seu ponto de vista do certo ou errado.



Mas e a igreja? E o cristão? A verdade é que por causa do tabu muitos estão precisando de ajuda e se escondem em seus próprios pecados, porque sabem que mesmo dentro da igreja de Jesus Cristo irá encontrar uma barreira chamada preconceito... Mas vejamos o que Está na Bíblia em Provérbios 28:13 “Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” Parece-me que aqui a palavra é clara e indica que devemos estar dispostos a ajudar a todos aqueles que estão dispostos a abandonar o pecado, não há distinção de pecado... fumar, beber, roubar... “Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona” - É importante que haja dentro da Igreja pessoas com disposição para ajudar... A pessoa em pecado grave como a homossexualidade está afastada da presença de Deus, mas Deus nunca deixa de ser misericordioso e quer colocar eu e você no caminho desta pessoa, mas precisamos estar dispostos a ouvir com amor e misericórdia aqueles que se encontram perdidos, Está na Bíblia em Tiago 5:16 “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder.” Você crê que é uma questão de cura? de libertação? Amém! Vamos continuar...



A palavra de Deus é tão clara e esclarecedora que não é difícil explicar a esta pessoa que precisa da libertação, que Deus criou HOMEM e MULHER e lhes dotou de órgãos sexuais específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie... Veja o que Está na Bíblia em Gênesis 1:27–28a “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: —Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem.” Se o homem assume postura própria de mulher; se a mulher assume funções próprias do homem no ato sexual, caracteriza-se um comportamento contrário à vontade do Criador. Deus nos criou para uma relação heterossexual! A Bíblia é clara!

A maioria das pessoas é alheia aos homossexuais, principalmente se forem da família... Quem já não ouviu: “pau que nasce torto morre torto”, “homossexualismo é uma opção na vida”, “tudo é permitido em nome do “amor” ”, “ homossexualismo é genético e irreversível”, “a única saída para os pais é aceitar a opção sexual dos filhos” - e tantos outros argumentos semelhantes? É muito difícil para aquele que está no mundo enxergar as coisas, porque aquele que está no mundo está sob o senhorio do mundo, é servo do mundo, faz a vontade do deus deste século que cegou-lhes o entendimento... Satanás! Este é um desafio NOSSO e dos grandes!



Talvez alguns de nós devamos rever nosso cristianismo preconceituoso e desprovido de disposição incondicional em estender a mão ao que clama por ajuda! Uma coisa é estarmos conscientes pelo conhecimento da palavra de Deus de que Ele abomina, tem nojo e acha asqueroso toda a sorte de pecado, não somente o homossexualismo, mas também o homicídio, a injustiça, a prostituição, a feitiçaria, o ódio, a inveja, o roubo, o vício, a idolatria e etc... De certo que precisamos mostrar o que Está na Bíblia! Levítico 18:22 “Nenhum homem deverá ter relações com outro homem; Deus detesta isso.” Levítico 20:13 “Se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte.” Contudo, nunca podemos perder o foco de nossa missão, amar, amar, amar... Deus ama sobrenaturalmente o pecador! Então, Deus ama o homossexual. Você ama o homossexual?



Um dos motivos pelos quais Deus destruiu Sodoma e Gomorra foi o homossexualismo. Daí surge o termo "sodomia". O apóstolo Paulo usou esta expressão quando escreveu uma carta para os cristãos na cidade de Corinto, o texto sugere que alguns deles antes de serem crentes eram homossexuais. Vejamos o que o apóstolo disse e Está na Bíblia em 1Corintios 6:9-11 “Vocês sabem que os maus não terão parte no Reino de Deus. Não se enganem, pois os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” Bendita palavra, “...alguns de vocês eram assim.” De certo que alguns de nós nunca pensamos que aquele irmão ou irmã que abraçamos antes, durante ou depois do culto na igreja local tenha sido anteriormente um homossexual, mas poderia.... Mas Glória seja dada ao Deus Eterno porque foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus, eles são uma benção em sua vida?



Você percebe que Deus não está interessado em condenar, mas, salvar o sodomita, o efeminado, a lésbica. Essa verdade fica bem clara no verso 11 que diz: “Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” Você percebe que há um caminho? Arrependimento, abandono do pecado e crer em Jesus Cristo! Amém?



Mas Ele pode querer usar EU ou VOCÊ para levar esta mensagem ao perdido, talvez Deus esteja esperando que o seu coração esteja desprovido do preconceito para usar a sua vida... você quer ser usado por Deus? Paulo também falou das mulheres conforme Está na Bíblia em Romanos 1:26 “Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza.”



O desafio é ajudar a tirar estas pessoas da situação vergonhosa, lembre-se que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador e está disposto a lavar espiritualmente o pecador, santificando-o e justificando-o... Justificar biblicamente é declarar inocente, inocente... como se nunca estivesse cometido pecado antes, através do sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário. Para aquele que é homossexual, efeminado lésbica, promíscuo, vive na prostituição ou dela, é viciado ou tem estado em qualquer sorte de pecado, temos uma mensagem que recebemos de Deus para lhe transmitir: Deus o ama e quer lhe salvar!

Se passar pela sua cabeça que são doentes... lembre-se do que Está na Bíblia em Marcos 2:17 “Jesus ouviu a pergunta e disse aos mestres da Lei: —Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu vim para chamar os pecadores e não os bons.” João 14:6 “Jesus respondeu: —Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.”

Se passar pela sua cabeça que seu pecado é muito grave lembre-se de Mateus 11:28-30 “—Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.”



É preciso conscientizar os praticantes de que o homossexualismo é um relacionamento pervertido e altamente pecaminoso, que desagrada a Deus independente de se conseguir ou não administrar os problemas emocionais ou sociais. Não se pode iludir, seria zombar de Deus, é preciso alertar que cada um colherá o que semeou.



Que conselhos podemos dar: Faça um balanço radical da sua vida. Para ser liberto, você precisa começar com um relacionamento correto com Deus. Você precisa nascer de novo do Espírito de Deus. Você quer ser um filho de Deus? Arrependa-se de todos os seus pecados. Deus ama você. Ele perdoará os seus pecados, salvará sua vida do pecado e você será incluído entre os remidos do Senhor. Evidentemente que a menos que a pessoa esteja debaixo da convicção do Espírito Santo e se arrependa, você inevitavelmente estará diante de alguém que ficará zangado e defenderá seu estilo de vida. Mas explique que trata-se de conselhos dado por causa do amor de Deus que está em você. O nosso norte deve ser sempre que é impossível glorificar a Deus sem o abandono do pecado! Nosso conselho deve ser para que abandone seu modo de vida do passado e comece a se envolver com novos relacionamentos – procure o amparo de Cristo e de sua Igreja. Corte suas associações com aqueles que estão envolvidos em atividades homossexuais, não coloque o heterossexualismo como alternativa para o homossexualismo, é preciso lidar com a concupiscência (mal desejo) que cria ou atiça o pecado. Ainda que você tenha se voltado para Deus e depois caído de volta no pecado, tenha a coragem de se arrepender novamente da sua queda e voltar-se para Cristo. Ele não lhe condena. Ele ama você! Para permanecer livre dos comportamentos pervertidos procure identificar um padrão de circunstâncias que o leva o ato homossexual. Quando reconhecer este padrão – esteja atento e adote um padrão de comportamento diferente que lhe afaste do desejo e do ato, é preciso tratar esta batalha com astúcia pois o seu inimigo é forte e ardiloso, esteja sempre louvando a Deus pois Ele ministrará ao seu coração e trará vitória sobre esse problema. Estes são os conselhos que temos que dar. Idéias que apóiem e criem estratégias para a batalha.

A Igreja também tem como missão de Deus ajudar as pessoas a conhecerem-no em sua plenitude. Leve-o a freqüentar, uma igreja que creia na Bíblia como sua única regra de fé e prática, e que seja cheia do Espírito Santo, traga-o para perto de pessoas que lhe amam sem conotações sexuais e que possam lhe ajudar a ter uma vida disciplinada e devocional.



Ajude-o a não se conformar com este mundo, e ser transformado pela renovação de sua mente. Ajude-o a receba o fruto do Espírito - amor, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, fidelidade, humildade e o domínio próprio. Essas são virtudes e marcas do caráter do próprio Deus, que Ele gera em seus filhos, pelo Espírito Santo. O Espírito Santo as produzirá nele como as produziu em você e elas tomarão o lugar da velha natureza mundana e carnal, que resultava no homossexualismo. Fale da necessidade de revestir-se da armadura de Deus: a verdade, a justiça, o Evangelho, a fé, a salvação e um bom conhecimento da Bíblia. Com esta armadura, ele será capaz de resistir às maquinações e tentações de Satanás. A armadura de Deus vem como resultado do conhecimento e obediência à Palavra de Deus. Ela é necessária ao viver vitorioso. É preciso que a mente seja cheia da Palavra de Deus para vencer a tentação, sua mente deverá estar firmada na Palavra e não na tentação ou pecado. Ajude-o a louvar e dar graça constantemente a Deus, isto sempre traz paz mesmo em meio as tentações. Não hesite em dar auxílio. É uma vida, uma alma. É muito importante para você e para Deus, para a família e para outras pessoas...



De certo que por mais que o inimigo possa nos dar em troca de nós mesmos, ainda assim nossa vida será sempre incompleta, mas Jesus disse: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa.” (João 10:10)

Se você está praticando a homossexualidade e deseja abandoná-la siga estes passos:



Primeiramente reconheça o seu pecado e ore como no Salmos 51:2-4 “Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado. Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti eu pequei—somente contra ti—e fiz o que detestas. Tu tens razão quando me julgas e estás certo quando me condenas.”



Segundo, peça que o seu pecado seja perdoado e manifeste seu desejo de começar uma vida nova orando como no Salmos 51:7-12 “Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir outra vez os sons de alegria e de felicidade; e, ainda que tenhas me esmagado e quebrado, eu serei feliz de novo. Não olhes para os meus pecados e apaga todas as minhas maldades. Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme! Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu santo Espírito. Dá-me novamente a alegria da tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente.”



Terceiro, creia incondicionalmente que Deus lhe perdoou e pare de se sentir culpado orando como no Salmos 32:1-6 “Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga! Feliz aquele que o SENHOR Deus não acusa de fazer coisas más e que não age com falsidade! Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão. Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados. Por isso, nos momentos de angústia, todos os que são fiéis a ti devem orar. Assim, quando as grandes ondas de sofrimento vierem, não chegarão até eles.”

Em nome de Jesus! Em nome de Jesus! Amém! Aleluia! Amém!

Almir Lima
VIVOS! O Site da Fé Cristã
http://www.vivos.com.br/156.htm

Homossexual consegue ser incluído em plano de saúde de companheiro

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região decidiu, por unanimidade, que a Geap (Fundação de Seguridade Social) deverá garantir a inclusão de companheiro homossexual como beneficiário de plano de saúde. A decisão seguiu entendimento da Procuradoria Regional da República da 1ª Região.

A Geap, que já havia perdido em primeira instância, recorreu ao TRF-1 alegando que seus regulamentos não prevêem a inclusão de companheiro do mesmo sexo. Para a procuradora regional da República Andréa Lyrio Ribeiro de Souza, mesmo que não haja a previsão, negar o pedido de inclusão do parceiro revela preconceito em relação à opção sexual do beneficiário.

De acordo com a PRR, em seu parecer, a procuradora lembrou ainda que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já se posicionou no sentido de reconhecer os mais amplos efeitos às uniões estáveis entre homossexuais.

Em acórdão do STJ, que julgou caso semelhante em 2006, o relator do processo, ministro Humberto Gomes de Barros, destacou: “O homossexual não é cidadão de segunda categoria. A opção ou condição sexual não diminui direitos e, muito menos, a dignidade da pessoa humana”.

Andrea Lyrio citou também recente decisão na Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 3300, do STF (Supremo Tribunal Federal), em que o ministro Celso de Mello defendeu a necessidade de uma ampla discussão quanto à questão das relações estáveis homoafetivas, no que diz respeito, principalmente, ao conceito de entidade familiar.

Em seu relatório, o ministro afirmou serem “incompreensíveis resistências sociais e institucionais fundadas em fórmulas preconceituosas inadmissíveis, vem sendo externada, como anteriormente enfatizado, por eminentes autores, cuja análise de tão significativas questões tem colocado em evidência, com absoluta correção, a necessidade de se atribuir verdadeiro estatuto de cidadania às uniões estáveis homoafetivas”.

Processo 2005.34.00.013248-1/DF

Segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ultima Instância
http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/42031.shtml

Ter atitude homossexual não faz de ninguém homossexual

O que vai diferenciar se uma pessoa é ou não homossexual é ela perceber para quem está voltado o seu desejo erótico, quem desperta seu desejo, para quem ela olha e sente atração e não a simples prática em si

O que é orientação sexual?

Resposta: Todas as pessoas dirigem sua atenção e desejo para alguém que representa seu objeto de amor e eroticidade, isso é o que chamamos de orientação sexual. Se você dirige seu desejo para pessoas de sexo diferente do seu, você tem orientação heterossexual. Se o seu desejo é por pessoas do mesmo sexo que o seu, sua orientação é homossexual.

Pessoas que alternam seu desejo por ambos os sexos são bissexuais. Alguns predominantemente homossexuais, mas com atração de vez em quando por alguém do outro sexo, outros são predominantemente heterossexuais e tem atração de vez em quando por alguém do mesmo sexo.

A homossexualidade é apenas uma orientação sexual, não é doença nem ‘sem-vergonhice’, é apenas a manifestação do desejo afetivo sexual de uma pessoa.

Por que acontece? A pessoa nasce homossexual ou se torna durante a vida?

Resposta: Muito já se estudou sobre o assunto, mas ainda não se sabe. Muitos dizem se sentir homossexuais desde a infância, outros dizem que ‘despertaram’ para esse interesse na adolescência. Existem algumas leituras psicológicas sobre a interferência das figuras paterna e materna na infância como sendo significativas nessa formação de uma orientação sexual, mas não se pode dizer que foi o meio social ou a família que levou à formação dessa orientação sexual, até porque na mesma família outros filhos terão desejos hetero e foram criados no mesmo contexto.

Não é opção!!!

É errado afirmar que a homossexualidade é uma opção que a pessoa fez. Ninguém acorda de manhã e decide ‘vou ser homossexual’, essa orientação é da pessoa, aliás concordo que "... quase todos os homossexuais, se pudessem escolher, gostariam de ser heteros" como afirma Cláudio Picazio, autor de Diferentes Desejos: Adolescentes homo, bi e heterossexuais.

Digo isso, pois sabemos que apesar da vivência homossexual ser uma realidade, é repleta ainda de conflitos e sofrimento, pois há receio da reação familiar e do preconceito.

A única coisa que as pessoas podem escolher é se irão ou não assumir uma vida homossexual. Isso porque a orientação homossexual implica em desejo, atração física e emocional, mas assumir o comportamento homossexual com relações amorosas e/ou sexuais com parceiros do mesmo sexo, isso sim é uma escolha.

Sabemos que muitas pessoas devido a uma formação moral ou religiosa rígida, por receio de frustrar familiares ou pela condição profissional escolhem não assumir, ou adiar, uma vida homossexual. Podemos questionar se isso não é uma repressão, mas é sim uma escolha da pessoa em assumir ou não sua orientação na sua vida.

Ter atitude homossexual não faz de ninguém homossexual

É importante deixar isso claro! Muitas pessoas vivenciam na adolescência (e até na vida adulta) experiências homossexuais, há muitas brincadeiras entre amigos do mesmo sexo “o troca-troca”, a comemoração do futebol repleto de abraços e ‘passadas de mão’; o abraço de amigas que desperta desejo e pode gerar um ‘amasso’, o beijo, esses são apenas exemplos corriqueiros de fatos que podem e acontecem com freqüência na vida das pessoas e não faz delas homossexuais.

Muitas pessoas podem na vida adulta experimentar a relação homossexual, mas não serem homossexuais. O que vai diferenciar se essa pessoa é ou não homossexual é ela perceber para quem está voltado o seu desejo erótico, quem desperta seu desejo, para quem ela olha e sente atração. Ter sonho erótico de conteúdo homossexual, tanto quanto a pessoa que experimentou uma vivência homo não faz de ninguém homossexual.

Mas apesar de tantas paradas gays, de falarmos sobre homossexualidade na sociedade, precisamos ainda nos liberar de pré-conceitos e entender que essa pessoa é muito mais que a sua vivência sexual. Ela é seu caráter, inteligência, camaradagem, tem medos e anseios, tem afetos, pode ser um (a) grande amigo (a), e que a homossexualidade é apenas a maneira de viver a sexualidade.


Arlete Gavranic,
Vya Estelar
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/atitude_homossexual.htm

Tratamento igual e respeito por homossexuais e lésbicas

O Governo norueguês empreende um esforço activo para salvaguardar os direitos de homossexuais e lésbicas, de modo a ajudá-los a viver abertamente e a agir contra a discriminação.

É fundamental para estes esforços assegurar que as organizações que protegem os direitos de homossexuais e lésbicas possuem uma estrutura de financiamento que lhes permita trabalhar de modo construtivo. A Associação Norueguesa para a Libertação dos Homossexuais e das Lésbicas (LLH - Norwegian Association for Lesbian and Gay Liberation) trabalha a nível nacional com o fim de permitir que lésbicas, homossexuais e bissexuais vivam abertamente a sua vida, sem medo de serem ostracizados, discriminados ou perseguidos. O Governo aumentou substancialmente o financiamento estatal à organização. Em 2006, foram-lhe atribuídas 2.9 milhões de coroas norueguesas. Estes fundos destinam-se a ser usados em actividades com base em direitos, de desenvolvimento organizacional e de informação. É dada prioridade aos jovens e a conside3rações de nível regional, sendo concedido apoio a diversas organizações locais. O financiamento também tornará possível à organização a manutenção da sua função de watchdog. É ainda fornecido financiamento adicional para diversas medidas relacionadas com os homossexuais e as lésbicas.

A obtenção de conhecimento sobre o dia-a-dia das pessoas lésbicas e homossexuais, bem como a sua história, é um ponto fulcral para os esforços de melhoramento das suas condições de vida. As verbas reservadas ao Conselho de Investigação da Noruega pelo Ministério para as Crianças e a Igualdade entre 2002 e 2004 foram utilizadas no financiamento de vários projectos de investigação empreendidos em matérias relacionadas com ser homossexual ou lésbica. Estes projectos serão empreendidos ao longo de um período de diversos anos.

Blikk, a maior revista homossexual da Noruega, é publicada mensalmente e tem uma circulação de 6 000 cópias. A revista recebe financiamento estatal. Em 2006, foi também concedido financiamento para a distribuição da revista por todas as bibliotecas públicas e bibliotecas seleccionadas em escolas secundárias nos grandes centros urbanos.

Os homossexuais e as lésbicas são protegidos contra a discriminação nos termos do direito civil e do direito penal. A Lei relativa à protecção do trabalhador e no ambiente de trabalho proíbe o tratamento diferenciado no local de trabalho com base na orientação sexual, ao mesmo tempo que a lei da habitação proíbe a discriminação no sector imobiliário. O Provedor da Igualdade e Anti-discriminação analisa as queixas relacionadas com violações das referidas disposições sem quaisquer custos. O Código Penal proíbe declarações discriminatórias ou a recusa de fornecimento de bens e serviços com base numa orientação ou num estilo de vida homossexuais. Estas disposições são aplicadas pelos tribunais ordinários.

A Lei relacionada com o Relacionamento Registado entrou em vigor a 1 de Agosto de 1993. A Lei do Relacionamento permite que duas pessoas homossexuais do mesmo sexo legalizem um relacionamento registado um com o outro. Um relacionamento registado tem as mesmas consequências legais que o casamento, com excepção do direito a adoptar crianças em conjunto. No entanto, é permitido que um dos parceiros registados adopte o filho do outro parceiro (adopção de enteado - ver abaixo).

Para poderem registar-se como parceiros, pelo menos um dos parceiros tem de ser cidadão norueguês, para além de um deles ou ambos terem de residir na Noruega. A cidadania dinamarquesa, islandesa, sueca, finlandesa e holandesa está ao mesmo nível de qualificação da cidadania norueguesa. Os cidadãos estrangeiros que não satisfaçam os critérios de cidadania podem registar-se como parceiros na Noruega, desde que pelo menos uma das partes tenha sido residente no país nos dois anos anteriores ao registo

Um relacionamento registado contraído na Noruega não será necessariamente reconhecido noutro país. Mesmo que outro país baseie uma decisão na legislação norueguesa, os parceiros registados poderão vir a descobrir que não gozam do mesmo estatuto que um cônjuge no estrangeiro.

A partir de 1 de Janeiro de 2002, passou a ser possível aos parceiros registados adoptar o filho do parceiro (adopção de enteado). Esta emenda legal foi introduzida para garantir que é dada às crianças uma estrutura legal segura e previsível durante a infância e adolescência. Os mesmos critérios aplicáveis à adopção de enteados para os cônjuges são aplicáveis à adopção de enteados por parceiros registados.

A adopção de enteados aplica-se aos filhos biológicos do outro parceiro, bem como aos seus filhos adoptivos, salvo se estes forem provenientes de um país que não permita que as pessoas lésbicas ou homossexuais adoptem crianças.

Novas regulamentações, datadas de 18 de Dezembro de 2003, relativas os cuidados com a adopção, estipulam que considerações respeitantes aos homossexuais e lésbicas são aplicáveis quando se escolhe os lares adoptivos para cada criança. As regulamentações estabelecem que um lar adoptivo deve ser constituído por dois pais adoptivos de sexo diferente. No entanto, os casais do mesmo sexo podem ser seleccionados como pais adoptivos se os serviços sociais para a infância acharem que esse facto seria conducente aos interesses da criança em causa. Esta disposição reflecte a condição de que a primeira consideração deverá ser dedicada às necessidades da criança. As pessoas que desejem contribuir no papel de pais adoptivos têm o direito a avaliação. É a capacidade do indivíduo enquanto prestador de cuidados e as necessidades de cada criança que são consideradas elementos cruciais deste processo, e não a orientação sexual ou estado civil de uma das partes.



Texto da autoria do Ministério para as Crianças e da Igualdade

Noruega
Sociedade e Política
http://www.noruega.org.br/policy/gender/gay/homo.htm

A tal tolerância homossexual

Financiamento de milhões por parte do governo, projetos que visam incriminar quem discorde do homossexualismo e, finalmente, ato público no qual queimam fotos do Papa Bento XVI: essa é tolerância que os grupos homossexuais estão propagando.

No início, o movimento homossexual parecia defender uma causa justa, ou seja, a discriminação. Com largo trânsito na imprensa, divulgou estatísticas de violência motivada pela opção sexual e, para conquistar a sociedade, mostraram como vítimas que, apesar do que sofriam, eram pessoas alegres e divertidas. As Paradas Gays receberam R$ 1 milhão do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids em 2006. (fonte: http://www.aids.gov.br)

Hoje, a situação mudou. Com muito dinheiro público – desde 2006 foram mais de R$ 6 milhões!, segundo o site Contas Abertas – as Ongs estão crescendo e buscam impor não respeito ao homossexual, mas sim a obrigatoriedade que seja vista como positiva a sua opção sexual. Para isso, buscou apoio do Governo e, em 2006, o Ministério da Educação financiou e promoveu cursos para professores do ensino fundamental, orientado-os a apresentar o homossexualismo como um estilo de vida como o é o familiar.

Na busca por tentar silenciar as vozes contrárias, os ataques agora tem como alvo a religião. Durante a visita do papa Bento XVI, dois fatos chamaram à atenção: na quinta-feira, 10 de maio, segundo o site de notícias gay mix Brasil, “Os grupos IEN (Instituto Edson Neris) e o Identidade, de Campinas, distribuíram na Justiça Federal na manhã desta quinta-feira, Ação Civil Pública contra a União, o Estado e o município de São Paulo, para proibir que o dinheiro público custeie visita do Papa a São Paulo.” O motivo alegado foi o artigo 19 da Constituição, que proíbe o Estado de subvencionar cultos religiosa ou Igrejas. Esqueceram-se que o Papa é também chefe de Estado...

Além disso, financiar passeata gay com dinheiro da saúde pode, mas visita do Papa não? Outra ação, de profunda intolerância, foi realizada pelo Grupo gay da Bahia, queimando fotos do Papa, o que foi visto como manifestação legítima pelo site GChannel: “São pessoas manifestando-se contra idéias e pensamentos contrárias aos seus valores”, diz Diva Trash.

Ora, é justamente o que os grupos homossexuais vêm combate com grande estridência. Ninguém, em sã consciência, que proibir qualquer pessoa de ter uma orientação sexual e praticá-la tal como bem entende. Porém, não se pode permitir que os grupos gays, financiados pelo Governo, impeçam a livre manifestação dos que não concordam com essa opção que é, como diria Diva Trash, contrária aos seus valores.


Colaboração de C. Ferreira

Publicado no Portal da Família em 30/06/2007

Convivência homossexual e direitos previdenciários



Com vista a regular procedimentos a serem adotados para a concessão de pensão por morte de companheiro ou companheira homossexual, expediu o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS a Instrução Normativa nº 25, de 7 de junho, publicada no Diário Oficial da União – Seção I - de 8.6.2000, pág. 4. Em realidade, o que se observa é a que a aludida Instrução, longe de estar voluntariamente e de forma definitiva, regulando situações no âmbito daquela Autarquia, apenas atende a determinação de ordem judicial expedida pela juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Previdenciária de Porto Alegre-RS.

A liminar deferida no bojo de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal tem por objeto equiparar os direitos previdenciários de homossexuais e heterossexuais, deferindo pedidos de pensão por morte aos companheiros homossexuais dos segurados falecidos. Oportuno ver que o INSS não admite – até porque ainda contesta judicialmente a pretensão - e vinha negando a concessão do benefício a homossexuais, por não entender compatibilizada com o conjunto normativo em vigor essa pretensão.


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A pretensão que deu origem à concessão tem por principal fundamento a alegação de que a Constituição, em seu art. 3º, inciso IV, proíbe e não admite qualquer forma de discriminação, inclusive por motivos de orientação sexual, em seu art. 3º, inciso IV, onde consta, dentre outros, como objetivo da República Federativa do Brasil, o de "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

Analisando os fatos e argumentos à luz de disposições de nível constitucional, não se pode, venia permissa, concordar com os argumentos tecidos para o efeito de requerer a proteção e para concedê-lo em sede de liminar. As relações homossexuais, que resultam de opção feita por cada um, não tipificam uma relação normal, por mais avançados que sejam os padrões morais e de conduta adotados em determinada sociedade. Não se pode jamais deixar de considerar que tais relações se apresentam em qualquer comunidade organizada e vem sendo alvo de regulamentos com vista a evitar e impedir procedimentos meramente discriminatórios e até mesmo atitudes agressivas adotadas em desfavor daqueles que, por razões diversas, por elas optaram. É o respeito à liberdade do indivíduo, preservada em todo estado de direito, onde "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei ", devendo a lei punir "... qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais"(Constituição: art. 5º, II e XLI). Mas isto não se presta a igualar a relação homossexual, equiparando-a a uma relação normal entre homem e mulher.

O respeito ao ser humano e o deferimento de tratamento digno não passa necessariamente por ter-se que, de forma fictícia, ignorar a natureza de cada um dos integrantes dessa relação. Continuarão, ambos, como no mundo ingressaram. Longe, pois, de qualquer orientação preconceituosa – o que nem sempre ocorre por ação direta de pessoas homossexuais - cabe ver-se, no plano legal, se tais situações poderiam obter a guarida e a concessão de prerrogativas, exclusivamente deferidas àqueles casos tidos e admitidos sem contestação como normais. A esse respeito dispõe o próprio texto da Constituição Federal, não havendo como orientar-se qualquer espécie de atuação, sem uma interpretação integrada dos diversos dispositivos.

Cumpre ver-se, de início, que o próprio dispositivo invocado como fundamento para o pleito em juízo deduzido não possui o conteúdo que lhe foi dado. O encargo de promover o bem estar de todos, vedadas ações preconceituosas, inclusive quanto ao sexo, jamais imaginou ou teve por escopo a situação do homossexual, mas sim as relações entre homens e mulheres (e cada homossexual estará também nessa classificação, observada a sua condição natural), tendo em vista especialmente mitigar orientações desfavoráveis à mulher, sempre objeto de discriminação ao longo do tempo, nas mais diversas culturas. O intuito de igualar em razão do sexo – homens e mulheres, repita-se – volta a ser posteriormente repetido, dentre os direitos e deveres individuais e coletivos, quando assevera a Constituição que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações (art. 5º, I).

Essa pretensão de igualdade, estampada no texto constitucional, não olvida, todavia, as naturais diferenças entre homens e mulheres. Tanto assim é que passa, em dispositivos específicos, a traçar regras que se prestem a tornar efetiva e real essa igualdade, considerando as diferenças naturalmente verificadas, dando, desse modo, o conteúdo que deve ter o princípio da igualdade que impõe o dever de tratar desigualmente os desiguais na medida em que se desigualam. Com esse escopo, adequa a própria Constituição a orientação geral adotada, estabelecendo, por exemplo, que à presidiária serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos, durante o período de amamentação (art. 5º, L). Proteção ao mercado de trabalho da mulher (art. 7º, XX), bem como a concessão de benefícios específicos, como a licença maternidade (art. 7º, XVIII). Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão, inclusive por motivo de sexo (art. 7º, XXX).

Tais disposições, como se pode ver, buscam a preservação da isonomia entre pessoas de sexos distintos, sem, contudo, esquecer ou simplesmente ignorar as diferenças biológicas que apresentam e que induvidosamente entre elas existem. Ao referir-se, entretanto, à diferença entre sexos, não possui em nenhum momento o intuito de admitir uma terceira posição, relacionada às preferências homossexuais, preservadas contra a discriminação, ante a ausência de lei que a vede, mas sem proteção especificamente orientada pelo exercício da opção de relacionamento sexual feita por cada um.

Apenas os aspectos até agora enfocados já bastariam para embasar e negar a concessão de pretensões como a que ora se comenta. Não se pode ignorar, no entanto, o conteúdo das disposições que, inscritas na Constituição, instituem mecanismo de proteção à família, vista e proclamada como base da sociedade e que, em função disso, detém especial proteção do Estado (art. 226).

Estende-se essa especial proteção não só à família constituída nos moldes delineados na lei civil, como também aquela existente de fato, decorrente da união estável "entre o homem e a mulher, como entidade familiar" e para a qual se impõe o dever de facilitar a sua conversão em casamento, estando esta última regulada pela Lei 9.278, de 10 de maio de 1996. Em relação a esse núcleo familiar específico – que considera, além do marido e mulher, os pais e seus descendentes – há orientação normativa regulando direitos e encargos de um em relação ao outro, projetados na própria legislação infra-constitucional. As próprias normas de cunho previdenciário e assistencial contemplam benefícios e prestações devidas em decorrência dessa relação legalmente prevista e admitida sem restrições pela sociedade.

Tendo em vista tais aspectos, todos decorrentes da própria Constituição, mediante análise integrada de seus dispositivos, não se pode entender como legítima a situação que se visa instalar, valendo-se para esse fim não de uma reavaliação feita pela própria sociedade por meio de mecanismos de que dispõe para esse fim, mas por intermédio de ato judicial dissociado, venia concessa, da realidade jurídica do País.

As relações homossexuais e seus efeitos não podem e não devem, no atual contexto legal, ser reguladas por esse modo, menos ainda de caráter provisório como o são as liminares. Ao Congresso Nacional pertence a competência para, ouvidos os diversos segmentos da sociedade civil, expedir normas que se prestem a regular a matéria, quando então nascerá, no mundo jurídico, eventuais direitos. Notícia veiculada pela imprensa bem se presta a dar o exemplo de como a questão deve ser abordada e resolvida, citando-se, com esse intuito, projeto-de-lei aprovado pela Câmara dos Deputados do Estado de Vermont, nos Estados Unidos, com a finalidade de emprestar juridicidade à união civil entre homossexuais, mas sem deferir-lhe jamais a natureza de casamento. Preleções feitas de forma oportuna pelo ínsigne jurista Leon Frejda Szklaroswsky, explicitam, referindo-se às relações homossexuais, que acompanhando a consciência da sociedade, deverão estas ter sua situação regulada por legislação específica que preveja uma sociedade de fato, apenas para efeitos sucessórios, como, aliás, vem despontando, timidamente, na jurisprudência (Revista Jurídica Consulex – abril de 1999).



JUS navigand

Airton Rocha Nóbrega,advogado em Brasília (DF), professor da Universidade Católica de Brasília e da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP/FGV)

Inquisição GLS

Inquisição GLS
Projeto de lei quer instituir ditadura homossexual no país
por Jackson Emanuel Oliveira da Silva

O projeto de lei da Câmara dos Deputados 122/06 vem instituir no Brasil a legalização da Heterofobia, ou seja, um total vilipêndio aos princípios constitucionais da não discriminação em razão de raça, cor, religião ou credo (artigo 5º da CF/88, IV, VI e VIII), todo aquele que ousar discordar de condutas homossexuais será passível de cadeia. (grifo nosso)

Sim, pasme! Você não terá mais o direito de discordar do cidadão homossexual sob pena de incorrer nas penas previstas pra todo aquele que comete o “crime de homofobia”, geralmente em torno de dois a cinco anos de reclusão.

Sou radicalmente contra as violências cometidas contra os homossexuais e afins, e não sou contra a pessoa em si, acho que todo o ser humano é digno de respeito, porém não posso concordar com tal conduta por simplesmente ter o direito de discordar, não preciso para isso citar todos os princípios morais e religiosos que possuo.

Vou deixar de lado um pouco o meu emaranhado de argumentos Cristãos — Bíblia, Judaicos — Torah e até Muçulmanos — Alcorão, que condenam o homossexualismo e suas práticas, para analisar como recém advogado que sou, em pontos estritamente legais a tal lei, para não falarem que estou falando apenas por ser religioso ou algo do tipo.

Pois bem, o tal projeto de lei tem por escopo incluir no bojo da lei anti-racismo, Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989, instrumentos para punir veementemente, inclusive com pena de reclusão de dois a cinco anos quem ousar discordar dos cidadãos homossexuais, observe como seria a nova redação dos artigos:

“Artigo 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.(grifo nosso)

Artigo 8º A — Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:

Pena: reclusão de dois a cinco anos.

Artigo 8º B — Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs:

Pena: reclusão de dois a cinco anos

Artigo 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:

Parágrafo 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.

O parágrafo 3º do artigo 140 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 — Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:

Parágrafo 3º Artigo 140 do Código Penal — Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo orientação sexual e identidade de gênero, ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena: reclusão de um a três anos e multa.”

Preliminarmente há que ser falado que se como os próprios homossexuais dizem, “escolheram” ser assim, não há que se falar em enquadrá-los na lei anti-racismo, pois ninguém escolhe de que raça quer nascer, e ademais, não existe uma terceira espécie humana, assexuada ou homossexual, como bem podem dizer os estudiosos da área, não há ordem cromossômica homossexual, ou seja, o cidadão diz que escolhe ser homossexual.

Logo se é escolha não pode ser raça!!! Raça são os negros, os brancos, os asiáticos, arianos e etc. Muito embora eu adote o posicionamento que exista uma só raça, qual seja, a raça humana, então, pouco importa se a pessoa é negra, branca, amarela, parda e etc. é ser humano e por isso merece respeito e todas as garantias inerentes aos direitos do ser humano. Inclusive a um dos preceitos fundamentais da constituição brasileira que é o da livre manifestação do pensamento, vedado o anonimato, motivo pelo qual assino esse artigo, ciente das possíveis futuras retaliações.

Se está ali na nossa lei maior que é livre a manifestação do pensamento, artigo 5º, inciso IV, CF/88, invoco aqui o meu direito de manifestar o meu pensamento contrário a essa lei estapafúrdia e contrário a conduta homossexual, é um direito que eu tenho de discordar, veja bem, que fique bem claro, não sou contra a pessoa homossexual, e sim contra a conduta e o estilo de vida, apenas para constar, o conceito de identidade de gênero pode ser tão abrangente que até mesmo condutas como de pedofilia podem ser enquadradas nele, motivo pelo qual me aterei apenas a conduta homossexual, a fim de encurtar a missa.

E aproveito para dizer isso antes que, queira Deus não aconteça, seja aprovada essa lei maldita, que atenta contra a Constituição Federal e princípios naturais do ser humano, e com todos os seus termos inconstitucionais e heterofóbicos, nos privando do direito de discordar e de manifestar nosso pensamento contrário às condutas homossexuais.

Observe que se alguém falar contra o homossexualismo, poderá ser preso, então se um pastor, padre ou qualquer outro sacerdote que pregar ou manifestar crença ou convicção religiosa contrárias a tal prática deverá ir pra cadeia, ou seja, mais um ferimento de morte à nossa constituição que assim prescreve em seu artigo 5º, inciso VI:

“é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”

Como que vocês, nobres senhores legisladores, me deixam escapar por entre os dedos uma aberração legislativa dessa grandeza??

Ninguém pode interferir em nosso estado laico, muito embora o Brasil seja de predominância católica, mas independente disso, a aprovação de tal diploma legal configura mortal ataque a constituição, aos princípios de liberdade religiosa e da livre manifestação do pensamento.

E ainda, nessa ótica invoco mais um preceito constitucional, para arrasar de vez com esse projeto estapafúrdio, imoral e mal feito, e digo mal feito não só no sentido técnico jurídico, mas no sentido de mal feito propositadamente, para que se institua no Brasil uma ditadura Heterofóbica, e que pode desencadear uma perseguição a todos aqueles que discordarem da conduta homossexual.

O artigo 5º da Constituição Federal de 88 no seu inciso VIII, diz que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Ora caro leitor, resta límpido e cristalino, com base em mais esse preceito basilar de nossa república, que jamais poderei ser privado do direito de liberdade de locomoção, vulgo direito de ir e vir, por simplesmente discordar, professar crença ou convicção filosófica contrária a conduta homossexual, não é por isso que irei discriminar a pessoa, pois como já dito antes, ela merece respeito e considerações inerentes ao ser humano, já dizia uma música popular, gay também é gente, e eu concordo até esse ponto, homossexual é gente e tem que ser respeitado como tal, não obstante a isso, ter que concordar com tudo o que ele pratica, e ainda não poder dizer nem expressar nada contra as suas práticas é inconcebível.

Brasileiros e Brasileiras heterossexuais desse país, acredito que ainda sejamos maioria. Convoco-vos, pois, para se manifestarem contra esse projeto de lei, que visa instituir uma ditadura, uma verdadeira inquisição homossexual, onde “Ai daquele que for contra qualquer prática homossexual ou afim” pois será merecedor de queimar na fogueira.

Será instaurada e legalizada a Heterofobia!!! É isso aí, você não terá mais o direito de discordar nem de expressar sua opinião, se você não é gay ou lésbica ou simpatizante, passe a ser se não quiser ir parar atrás das grades.

Espero ter contribuído com meu ponto de vista para que seja feita uma melhor reflexão sobre esse projeto de lei e que o mesmo não seja votado às pressas só para “mostrar serviço” como é praxe de alguns políticos desse país.

Gostaria de discorrer sobre mais pontos importantes desse tema, mas pra um primeiro impacto acho que está de bom tamanho. REFLITA!!!

Jackson Emanuel Oliveira da Silva é advogado

Revista Consultor Jurídico, 11 de novembro de 2007


Cosultor Jurídico
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Comercial e Vídeos

Levi´s Commercial


Existe discriminação contra homossexuais no mercado de trabalho?

Será que as empresas discriminam profissionais homossexuais ? Até que ponto essa discriminação afeta as relações de trabalho? Infelizmente, mesmo estando às portas do século 21, perguntas como essas ainda são difíceis de serem respondidas.

De acordo com as leis federais, é proibida a diferença de salário, exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Uma luta constante da sociedade atualmente é pela inclusão de uma emenda nesse artigo, com a entrada do termo "orientação sexual" na lei. Somente com essa emenda, a discriminação dos homossexuais poderia efetivamente aparecer na constituição e ser tratada abertamente.

Um exemplo da luta contra a discriminação é o Grupo Gay da Bahia, a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais do país. O GGB é uma entidade organizada para defender os direitos da comunidade homossexual da Bahia e do Brasil, lutando contra qualquer forma de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. O grupo organiza diversos encontros e palestras informativas e ajuda as vítimas de discriminação com um serviço de esclarecimento dentro das empresas.

O grupo guarda um grande arquivo com casos de preconceito nas mais diferentes situações de trabalho. Desde atores que são insultados na rua por interpretarem homossexuais até casos mais graves, como demissões provocadas por denúncias, muitas vezes infundadas, de comportamento escandaloso dos funcionários. Dispensas sob alegação de falta de interesse e postura indevida também são comuns nesses casos.

O preconceito sofrido pelo grupo homossexual pode ser considerado o mesmo que atinge negros, mulheres, deficientes físicos e mentais. Ele é velado, dificilmente aparece e, na maioria das vezes, não é divulgado. "Acredito que os homossexuais sofrem tanto preconceito na hora da contratação como os deficientes físicos, negros e mulheres. Algumas empresas ainda têm esquemas muito arcaicos de contratação", diz Rudney Pereira Junior, consultor de recursos humanos da Foco.

Hoje é mais comum encontrar homossexuais em profissões liberais e autonômas, onde o mercado é mais aberto. É claro que as preferências sexuais do candidato não são citadas durante uma entrevista. Ainda existe um tabu muito grande nessa área e a idéia do "homossexual caricato" continua muito presa à imagem do grupo.

Segundo o consultor da Foco, nas empresas, tudo depende muito da política de contratação e das exigências de cada uma. "Vários homossexuais passaram pela minha seleção e foram encaminhados para as empresas sem nenhum problema. Acredito que a condição ou orientação sexual de uma pessoa é algo que não deve interferir na carreira e no trabalho", finaliza Junior.


Sua Carreira
comportamento
http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/comportamento/discriminacao_homossexual.shtm

Homossexualidade, cnsiderações, conceitos

Homossexualidade


Homossexualidade - Considerações

Originariamente, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez em um panfleto alemão de autoria anônima, publicado em 1869, o qual se opunha à uma lei prussiana de anti-sodomia. No mesmo ano, o termo homossexualidade foi utilizado por um médico húngaro que defendia sua legalização. Este termo detinha uma conotação científica que permitia se falar do fenômeno de maneira objetiva e sem um julgamento negativo. Para elencar os homossexuais dentro da legalidade, sem juízos de valor, criou-se não apenas o termo homossexualidade, mas também definiu-se a heterossexualidade. Na última década do século XIX, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez na língua inglesa, num trabalho do tradutor Charles Gilbert Chaddock e, desde então, tem sido amplamente utilizado na literatura contemporânea versando sobre o tema.

Criaram-se, em seguida, outros termos para se discutir a homossexualidade. Em primeiro lugar a homossexualidade foi definida como preferência sexual a fim de rebater a psiquiatria tradicional que a considerava como uma perversão, ou, genericamente falando, um “desvio”. Quando os militantes homossexuais tentaram provar a natureza genética de seu comportamento, passaram a falar em orientação sexual. Também se utilizou outro termo como “modo de vida alternativo”.

Hoje, o termo “orientação sexual” determina vários significados diferentes e, segundo os estudiosos que detém uma visão positiva sobre o termo, existem três orientações sexuais, todas as três normais, naturais e fixas em adultos (isto é, imutáveis):

- heterossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do sexo oposto;

- homossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo;

- bissexual – o indivíduo que se sente atraído tanto por pessoas de ambos os sexos, não necessariamente no mesmo grau de intensidade.


Conceito de homossexualidade

A homossexualidade é definida como a preferência sexual por indivíduos do mesmo sexo. Este conceito é um tanto vago, já que o termo “preferência” pode conotar a tendência a escolher, optar, e hoje se reconhece que a homossexualidade não é mais vista como opção, mas como uma orientação sexual normal e definida na infância e, conforme estudos mais hipotéticos, até mesmo genética.

Muitas pessoas têm a idéia pré-concebida de que a humanidade toda é heterossexual e que uma minoria de indivíduos encontra-se "viciada" num comportamento homossexual. Assim, acreditam que a homossexualidade é, simplesmente, um comportamento anticonvencional que muitas pessoas escolhem externar. Outros indivíduos acreditam que a homossexualidade é uma das três orientações sexuais normais, ou seja, o indivíduo simplesmente é, não opta.

Como o grupo heterossexual é majoritário e elaborador das leis de comportamento aprovado e reprovado, o subgrupo homossexual tende a ser considerado como exogrupo e, muitas vezes ao longo da história da humanidade, como exogrupo "bode expiatório" que vai pagar pelos "pecados" da sexualidade como um todo (TESON, Nestor Eduardo. Fenomenologia da homossexualidade masculina. São Paulo: EDICON, 1989).

A sexualidade humana é um fenômeno complexo. Entre a atração forte e exclusiva de um homem por uma mulher, de um homem por outro homem, ou de uma mulher por outra mulher, existe uma infinidade de sensações sexuais e emocionais: o desejo, a excitação ou mesmo a frieza em qualquer relacionamento humano depende dos indivíduos inseridos em determinada situação, e não em quaisquer das especificações arbitrárias que poderiam ser impostas através de sociedade, tais como os rótulos que tentam definir se o indivíduo é heterossexual ou homossexual. Assim, um bebê do sexo masculino não deve ser rotulado como heterossexual apenas porque nasceu com esta definição sexual, mas sim estar livre para que sua orientação sexual se desenvolva sem os freios da sociedade.

Alguns homens desejam fazer sexo com outros homens e este desejo é algo permanente em suas vidas. Alguns são meramente curiosos a respeito de corpos masculinos, e podem experimentar, em algum momento de suas vidas, um contato mais íntimo. Outros se sentem, igualmente, atraídos por homens e mulheres. Para alguns, o prazer encontra-se simplesmente em admirar os corpos de outros homens sem desejar o contato sexual. Há aqueles que preferem a companhia de outros homens para o lazer, e muitos trabalham num ambiente completamente masculino. Mulheres também sentem e vivem todas estas situações com outras mulheres. Estas permutações infinitas e a confusão que resultam delas nem sempre são absorvidas pela sociedade em que vivemos, a qual necessidade de ordem para funcionar. E esta ordem, para os extremistas, significa deixar de lado o incerto e procurar distinguir apenas o preto e o branco. Significa "rotular", etiquetar as coisas. E desta forma surgem as minorias, os excluídos, aqueles que não merecem nada mais do que um olhar de reprovação ou mesmo desprezo.


Homossexualidade – Um entendimento

Até o início dos anos 70, a grande maioria dos psiquiatras estava ainda convencida de que a homossexualidade era uma doença mental. Alguns acreditavam que ela poderia ter causas físicas, como é o caso de inúmeras doenças mentais. Mas a maioria acreditava que sua origem estava, geralmente, num desvio da orientação sexual provocada por uma perturbação do desenvolvimento psico-sexual. Os psicanalistas, mais precisamente, sempre admitiam que a homossexualidade estava ligada à uma carência no processo de identificação durante a infância. Em outras palavras, o adulto homossexual teria sido uma criança que não conseguiu encontrar sua autonomia e definir sua identidade sexual em relação aos pais.

Os homossexuais acusavam a Psiquiatria de ser um instrumento da opressão da qual eram vítimas, declarando serem os psiquiatras seus inimigos mais perigosos na sociedade contemporânea, proclamando idéias preconceituosas e repressivas, uma acusação que teve grande repercussão.

Em 1973, grande pressão é feita pelos homossexuais sobre a Associação Americana de Psiquiatria para que ela suprimisse a homossexualidade do rol de doenças mentais, propondo chamá-la, a partir de então, de “uma forma natural de desenvolvimento sexual”. A entidade, diante de tanta repercussão negativa, acabou reconhecendo o erro de catalogar a homossexualidade como doença e removeu-a de seu Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Psiquiátricas. A Associação Americana de Psicologia, por sua vez, terminou por declarar que a homossexualidade não era uma patologia em 1975.

Finalmente, em 1° de janeiro de 1993, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) retirou a homossexualidade de sua lista de doenças mentais, uma grande vitória contra as idéias pré-concebidas, mas não propriamente contra o preconceito, que existe em função da crença que os homossexuais detêm uma opção de escolha e que só é homossexual quem quer. A decisão se baseou, principalmente, no fato de que não foi provada qualquer diferença existente entre a saúde mental de um indivíduo heterossexual e a saúde mental de um homossexual. Porém, ainda prevalece o estigma social que liga a homossexualidade à doença. O que falta, neste sentido, é um pouco mais de informação por parte da pessoa que pensa desta forma.

Várias tentativas foram feitas neste século no sentido de "explicar" a homossexualidade, e até mesmo "curá-la". Mas a pergunta realmente não é por que algumas pessoas são homossexuais, mas por que nossa sociedade se considera heterossexual. Pessoas nascidas em uma sociedade homossexual geralmente obedecem às mesmas leis e preceitos que seguem pessoas nascidas em uma sociedade heterossexual. A maioria das pessoas se sente confortável com as condições que a sociedade impõe. Mas há aqueles que se sentem oprimidos e vivem uma experiência de vida completamente "anti-natural". Assim, o problema não está nestas pessoas, mas nas restrições impiedosas que a sociedade impõe e que deveriam ser consideradas como atentatórias à natureza humana.


Estudos sobre a Orientação Sexual

Existem dois entendimentos sobre a Orientação Sexual humana, ambas distintas:

A primeira e aceita, principalmente, pelos extremistas religiosos, afirma que a orientação é uma decisão tomada pelo indivíduo durante a puberdade e que pode ser mudada a qualquer tempo através de oração e aconselhamento. Segundo eles o comportamento homossexual é passível de se tornar um vício e abandoná-lo, muitas vezes, torna-se muito difícil.

Esta noção é falha, pois se existem inúmero homossexuais que não aceitam sua orientação por terem incutido dentro de si o medo de um castigo divino e sofrendo por causa desta condição, seria um absurdo dizer que permanecem neste estado de sofrimento por mera opção. A partir do momento em que o indivíduo se aceita e percebe que a homossexualidade faz parte de sua natureza, este sofrimento íntimo acaba. O que não acaba é a dor da rejeição que ocorre muitas vezes, mas então não se torna mais um problema de auto-aceitação, mas um problema externo, com as pessoas à sua volta.

A segunda noção diz que a orientação é fixada já no início da vida, pelo menos até que a criança atinja a idade escolar. Em muitos casos, acontece antes do nascimento, talvez mesmo na concepção. Para os que seguem esta noção, a orientação sexual está fora do controle da pessoa ou da educação dos pais.

Muitos que acreditam ser a orientação sexual definida por mera escolha pessoal, afirmam que a homossexualidade é uma doença, igual ao alcoolismo. Mas isto parece muito improvável, pois a homossexualidade existe sem uma causa externa e sem motivação dada por outras pessoas. Também alegam que se trata de um comportamento negativo considerado como pecado. No meu entendimento de pecado, acredito que este se configura sempre que cometemos um ato que ofende o próximo e, por conseguinte, à Deus. Se um indivíduo é homossexual como pode estar prejudicando seu próximo? O fato de alguém ser homossexual não pode me prejudicar a não ser que eu tenha um tipo de neurose mal resolvida e veja pecado em todas as direções que volte meu olhar. Ser homossexual é uma questão que diz respeito ao próprio indivíduo e não aos outros.

Acredito que se a homossexualidade fosse uma questão de escolha pessoal, os indivíduos dentro desta orientação devem ser, igualmente, masoquistas por escolherem um modo de vida que os expõe diante de tanta hostilidade, discriminação, perda e sofrimento. Ninguém “opta” ou “escolhe ser rejeitado, discriminado e tratado com desprezo.

Como os heterossexuais, os homossexuais "percebem" sua sexualidade como um processo de amadurecimento pessoal, não sendo "levados" a isso ou sequer "optando" pela orientação sexual que aflora de seu íntimo. A única escolha presente na vida dos homossexuais está em viver ou não suas vidas de forma transparente ou aceitar os padrões rígidos exigidos pela sociedade que os obriga a uma vida oculta.

Muitas pessoas relatam sua árdua tentativa de modificar a orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso. Por estas razões, psicólogos não consideram a orientação sexual como sendo uma escolha consciente que possa ser modificada voluntariamente.

Considerando que a homossexualidade não é uma doença ou desordem mental e psicológica, não pode ser "curada", justamente pela ausência de fator patológico, porém ainda existem pessoas que acreditam que a medicina pode "libertar" homossexuais de seus desejos. O que se evidencia, pelo contrário, são relatos de homossexuais que se diziam "curados", mas que acabavam "recaindo no vício" (termo utilizado pelos extremistas religiosos) homossexual. Não se trata de cura, mas de uma forma de abafar uma realidade inegável e incontestável: homossexualidade é orientação. Não é opção nem doença. Há relatos de grupos médicos que tentam modificar a orientação sexual das pessoas através de terapia, mas ao invés de ajudarem, correm o risco de causar sérios danos psíquicos nestes indivíduos, incutindo-lhes culpas e desajustes. O que este indivíduo necessita é de amparo, aconselhamento positivo, e não a negação de seu ser.

Modificar a orientação sexual de um indivíduo não quer dizer apenas modificar seu comportamento sexual. Para tal, seria necessário alterar os sentimentos e emoções da pessoa, sejam românticos ou sexuais, e reestruturar o seu conceito próprio como pessoa e sua identidade social.

Homossexualismo e liberdade de expressão



DIREITO E TOLERÂNCIA
Homossexualismo e liberdade de expressão


Se existe um tema que necessariamente deve ser compreendido por toda a sociedade brasileira é, sem dúvida alguma, a questão relacionada à tolerância e à discriminação. Segundo um documento da Unesco, aprovado em Paris no dia 16 de novembro de 1995, "a tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro". Isso significa que a concordância de idéias não é um requisito indispensável para a tolerância. Além disso, é possível inferir que discriminar significa fazer diferença e, por conseguinte, renegar os direitos fundamentais da pessoa humana em razão de raça, sexo, religião etc.
Os homossexuais são titulares dos mesmos direitos assegurados a todos os cidadãos, incluído o direito ao respeito e à consideração. Porém, respeito e tolerância não implicam aceitação. Por isso, eles não poderiam exigir que o seu modus vivendi fosse aceito por toda a sociedade. Não obstante, o movimento gay pretende obter não apenas a tolerância, mas também a aprovação desse estilo de vida, como demonstram as passeatas do orgulho gay que são realizadas ao redor do mundo. A mídia tem apoiado essas campanhas à exaustão.

Projeto inconstitucional

A questão do homossexualismo é controvertida. Pensadores e religiosos se dividem a respeito do assunto. Uma linha afirma que o homossexualismo está de acordo com a natureza. Outra linha sustenta que o homossexualismo não está de acordo com a natureza nem com o direito natural e sua prática é pervertida e até doentia.
Mas como o Estado deve tratar esse tema tão controvertido? O Projeto de Lei nº 5003-b, já aprovado pela Câmara dos Deputados e que em breve será apreciado pelo Senado, aponta para uma solução equivocada, conquanto cria novos tipos penais (crimes homofóbicos) e restringe tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade religiosa. Por isso, o promotor de justiça Cláudio da Silva Leiria afirma que esse projeto é inconstitucional (Ponto Jurídico).

Mordaça aos discordantes

Como o tema do homossexualismo é controvertido, a melhor solução seria o Estado manter a neutralidade sem, contudo, deixar de garantir a igualdade de direitos para todos. Existe um risco latente quando o Estado estabelece um ponto final em questões que são controvertidas para a sociedade. O radicalismo, o fanatismo e o totalitarismo não combinam com democracia.
Assim sendo, o Estado não pode elevar a conduta homossexual como se fosse imune a críticas, assim como uma religião não pode almejar a sua legitimação pelo Estado não-confessional. Ademais, a liberdade de expressão não pode ser cerceada através de leis draconianas, que causariam inveja até mesmo ao próprio Torquemada. O projeto de lei mencionado pode impor uma mordaça a todos aqueles que, por um motivo ou outro, discordem das práticas homossexuais.

Era das trevas

Que ironia! No passado, os gays estavam sujeitos à fúria dos inquisidores, agora os heterossexuais correm o risco de serem encarcerados se ousarem expor suas idéias, caso esse projeto seja aprovado. Além disso, há o risco de recriação do index, com a inclusão das Escrituras Sagradas e de outros livros como, por exemplo, A Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant, que desabonam essa conduta. A situação é diferente, os tempos mudaram, mas os perigos do dogmatismo e do radicalismo são os mesmos.
Melhor seria que governantes e legisladores seguissem o caminho do equilíbrio e do bom senso pautado pela democracia liberal e pelo respeito aos direitos humanos fundamentais. Questões controvertidas não podem ser decididas e radicalizadas através de uma lei. A liberdade de expressão, como se sabe, é a pedra de toque da democracia. Importa que todos os cidadãos tenham direito à informação e que, também, possam expressar livremente os seus pensamentos sem qualquer tipo de censura – prévia, legal ou judicial. Restrições à liberdade de expressão representam o caminho mais rápido para um retorno à era das trevas com seus desatinos, horrores e atrocidades.



Por Aldir Guedes Soriano, 03-04-2007.

Opção Homossexual... Normal ou Anormal

A História e as pesquisas antropológicas têm mostrado que a homossexualidade é um fenômeno quase que universal.

Homens e mulheres afirmam, categoricamente, sua heterossexualidade. Não é difícil em sessões de psicanálise, não nas primeiras, é claro, a pessoa relatar ao profissional que teve um sonho erótico com um parceiro do mesmo sexo, e apesar do medo e indignação, o momento vivido na fantasia foi intenso, prazeroso e desfrutado até o final ou com um orgasmo durante o sono ou com o despertar e a masturbação.

Em rodinhas de amigas, muitas mulheres admitem algum tipo de fantasia com pessoas do mesmo sexo. Timidamente, revelam que gostam de assistir a filmes eróticos onde tem duas mulheres transando. "Será que por isso sou lésbica"?

Normalmente, não se vê uma mulher admitir que sentisse atração sobre a beleza física de outra mulher, assim como acontece com os homens, no entanto, algumas declaram sentir algo de "estranho" quando vêem a boca, ou o decote ou os gestos sensuais de alguma mulher, principalmente se ela for poderosa. Fazendo uma analogia simples: Poderosa = forte = homem.

Mas o que afinal desencadeia num indivíduo o interesse por um "sexo anormal", o que erroneamente e preconceituosamente se ouve dizer por aí? Não entendo preferência sexual como anormalidade. Primeiro porque, em minha opinião, sexo é coisa que se pratica entre quatro paredes e se está dentro deste limite, é normal para as partes envolvidas. Estamos falando aqui do ato sexual em si, entendam bem.

Bom, mas como é que isto acontece? Existe a questão do desequilíbrio hormonal, em conseqüência do mau funcionamento da hipófise e que num dado momento o individuo se vê no outro sexo. A medicina explica este fator com muita ou total propriedade: Como funciona nosso sistema endócrino e os sintomas apresentados por uma disfunção hormonal.

O que tenho visto com freqüência dentro do meu trabalho com sexualidade são tendências desencadeadas de momentos especiais vividos pelas pessoas, muitas vezes na infância, outras na adolescência e até mesmo depois de maduras.

Na infância, devido a traumas decorrentes de alguma cena de violência sexual presenciada contra a mãe ou alguém a quem muito se amava, ou mesmo de tanto se ouvir falar das infelicidades e desajustes sexuais dentro do âmbito familiar. Às vezes, a insatisfação dos pais quanto ao nascimento de uma criança do sexo oposto ao que eles desejavam, e sendo isto anunciado de maneira leviana e irresponsável, provavelmente, levando o sujeito a sua atual condição sexual.

Na adolescência, a menina com aparência fora dos padrões daquele momento e rejeitada pelos meninos, se vê desde esta época envolvida com uma amiguinha que detecta sua carência e por já ter sua opção sexual definida a envolve com seus carinhos e carícias. O mesmo acontece com os meninos.

Na maturidade, pode acontecer com as mulheres, após desilusões amorosas, violência sexual, e incapacidade de aceitar o sexo oposto, porque passou a vida inteira ouvindo sua mãe ou outras mulheres da família falando mal dos homens.

São inúmeros os fatores que influenciam as pessoas a optarem por se relacionar sexualmente com parceiros do mesmo sexo. Os homens, porque é mais pratico, falam a mesma língua, não têm frescuras... As mulheres, porque é mais romântico, falam a mesma língua, são cheias de frescuras...

A verdade é que seja qual for a opção tem que ser respeitada pelos que estão de fora. No entanto, acredito que discrição, em qualquer situação da vida, é, no mínimo, elegante. Não vejo porque andar por aí, contando pra todo mundo o que você faz entre quatro paredes com a pessoa que você ama. Quem está feliz sexualmente, transborda isto! Não precisa contar. Contar, muitas vezes, significa dizer que você nem está tão feliz assim, mas precisa parecer que está.

Não importa se considerado normal ou anormal perante a sociedade e seus convencionalismos, o sexo - e tudo o que o envolve - deve ser camuflado, mas se você é do tipo assumidíssimo, "manda ver". Passe o seu recado, mostre suas convicções, sua preferência, dê o seu show, porque quando nos conhecemos por inteiro e definimos o que queremos para nossa vida, nada consegue nos atingir nem com palavras, ofensas e muito menos com julgamentos preconceituosos.

"Os bares gays costumam estar repletos de pessoas curiosas por ver essa forma 'estranha de vida'. Ao mesmo tempo em que se expõem à atmosfera homossexual, essas pessoas manifestam horror e repugnância pela idéia de homossexualidade. Analiticamente, pode-se demonstrar que essa ansiedade deriva de um estrato de homossexualidade latente, severamente reprimida na 'pessoa normal'. Conscientemente, ela pode se considerar a salvo do perigo de 'contágio de doença'. Mas, por outro lado, seu comportamento perante o homossexual revela o medo de que ele possa ser suscetível a essa forma de conduta sexual. Em seu inconsciente, muitos indivíduos têm duvidas quanto à integridade de sua orientação sexual", cita o Psiquiatra Alexander Lower em seu livro "Amor e Orgasmo".

Forma estranha de Vida? Contágio de doença? Pessoa normal? Neste relato, o autor se preocupa em desfazer o preconceito de pessoas que em sua visão tem na sua essência a latência da homossexualidade. Ele destaca a curiosidade e a vulnerabilidade dos seres humanos que se dizem heterossexuais, mas que se excitam com a visão do movimento homossexual em lugares onde se apresentam ou se encontram com seus parceiros. Pessoas fisicamente e mentalmente saudáveis, intelectualizadas, sensíveis e corajosas, taxadas de doentes?

Cada um vive como quer!

Cada um vive como quer! Porém, vai aí um conselho: se você fez uma opção sexual, fora dos padrões convencionais, e ainda não tem coragem de assumir publicamente, fique na sua. Para o seu próprio bem, seja feliz, dê exemplo de alegria e equilíbrio emocional e quem puder enxergar o motivo da sua felicidade sem se sentir agredido pelas suas imposições, certamente vai te respeitar.

Falar é nada perto do exemplificar.

Pense a respeito!

Jussara Hadadd, 17-07-2006.

Interessante ler!!!!!


"Eu era homossexual"

"Dentro de alguns dias, percebi que mudanças profundas tinha acontecido na minha vida.... eu apaixonei-me com a minha esposa e desejava-a fisicamente. Minhas fantasias homossexuais tinham ido embora."
Alan Medinger escreve:
"A minha atracção por homens começou quando eu tinha mais ou menos quinze anos e naquela altura tornei-me um homossexual activo. Naqueles dias homossexualidade não era tão aberta e visível como nos nossos dias, e pensei em casar-me e fazer o melhor que podia. Depois de cinco anos de casamento recomecei a praticar a homossexualidade, e continuei durante dez anos.
Como muitas pessoas que têm uma dependência, eu detestava a minha homossexualidade mais do que se possa imaginar, mas a ideia de deixa-la era pior. A minha prática aumentou e o meu casamento quase terminou, porque não conseguia funcionar sexualmente com a minha esposa. Percebi que eventualmente ia perder a minha família, o meu emprego e possivelmente a minha vida, mas não havia nada que podia fazer para evitar tais consequências.
Uma noite um amigo meu disse-me: "O que Deus tem para ti é muito melhor do que qualquer coisa que possas imaginar." Este amigo levou-me para uma reunião de oração, e durante aquela reunião eu disse em voz baixa: "Deus, eu desisto. A minha vida é totalmente destruída. Não posso suportar mais. Por favor tome conta de mim". E ALGO ACONTECEU.
Dentro de dias, percebi que mudanças profundas tinha acontecido na minha vida. Apaixonei-me pela minha esposa e desejava-a fisicamente. As minhas fantasias homossexuais foram embora, e o mais importante de tudo foi o facto que eu sabia que Jesus era real, que Ele me amava, e que eu tinha começado a amá-Lo. O nosso casamento melhorou e desde então a minha esposa e eu temos um relacionamento maravilhoso na área sexual e romântica.
Homossexualidade é mais do que um relacionamento sexual com uma outra pessoa do mesmo sexo. No meu caso a raiz era uma vida quebrada, e a falta de maturidade. Quando Deus tomou controle da minha vida, eu comecei a crescer emocionalmente e a minha autoconfiança foi crescendo aos poucos. Deus deu-me a capacidade para dirigir a minha família e ser um homem verdadeiro.
Posso dizer que durante os últimos vinte e cinco anos não tenho tentações homossexuais. Às vezes tenho inveja de outros homens, mas arrependo-me sempre que isto acontece, e estou a melhorar neste aspecto.
Hoje, se Deus me trouxesse o mais bonito homem do mundo e me dissesse: "Faz o que quiseres com ele", a minha resposta seria: "Obrigado, mas não estou interessado!"


Homossexualismo: Onde Entra a Questão da Saúde

O homossexualismo vem sendo debatido por diversos ângulos. Do ponto de vista da saúde, ele é visto pelas muitas questões que o rodeiam e não pela sua condição em si, uma vez que deixou de ser considerado como doença. A saúde do homossexual está sendo discutida do ponto de vista do seu conforto psicológico, a partir da sua aceitação sócio-cultural.
Por ser uma questão que envolve vários aspectos polêmicos, em especial os culturais, jurídicos e sociais, o homossexualismo costuma também ser um tema controverso para a saúde.
Centenas de pesquisas foram realizadas e outras centenas estão em curso para tentar definir a homossexualidade: trata-se de uma doença? Um distúrbio? Uma perversão? Uma opção? Seja como for, embora os números variem, aceita-se dizer que cerca de 10% da população é lésbica ou homossexual numa parte significativa das suas vidas, conforme explica o Grupo Gay da Bahia (GGB), atuante ONG (Organização Não-Governamental), em sua página na Internet sobre o assunto.
“É difícil determinar percentagens exatas devido ao fato de muitos daqueles que temem o preconceito esconderem a sua orientação sexual”, ponderam. Segundo o GGB, “os indivíduos homossexuais crescem em todo o tipo de lares, em todos os tipos de famílias. São criados nas áreas rurais, nas grandes cidades e em todos os locais deste mundo. Os homossexuais estão presentes em todos os grupos sócio-econômicos, étnicos e religiosos imagináveis”.
Assumindo-se estes dados como verdadeiros, estamos tratando aqui de uma parcela consideravelmente grande da população, realmente expressiva, impossível, portanto, de ser ignorada nas suas questões de saúde, assim como nas suas demandas sociais, culturais ou jurídicas.
Pequeno Histórico
No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) em Minuta de Resolução do dia 03 de março de 1999, estabelece uma série de normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual, em especial partindo do princípio que a homossexualidade “não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.
De acordo com o que rege esta minuta do CFP, os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades, devendo eles apenas “contribuir com seu conhecimento para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos e práticas homoeróticas”.
De acordo com a edição 27, ano XII, de agosto de 1993, do Boletim do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 1985, anos antes, portanto, do CFP se pronunciar sobre o tema, o Conselho Federal de Medicina também passou a impedir a classificação da homossexualidade como desvio e transtorno sexual.
Em 1989 o Código de Ética dos Jornalistas passou a incluir a proibição de discriminação por orientação sexual. Em 1990, nas leis orgânicas de 73 municípios e nas constituições dos Estados de Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal, foi incluída a expressa proibição de discriminar por orientação sexual.
Em outros países o homossexualismo está em discussão há ainda mais tempo. Em 1973, o Conselho de Administração da Associação Psiquiátrica Americana aprovou uma resolução que define: “exortamos todos os profissionais em saúde mental a que tomem a iniciativa de remover o estigma da doença mental associada à orientação sexual”.
A difícil tarefa: definir o homossexualismo
Como é possível observar, a preocupação em definir o homossexualismo atinge áreas muito amplas – e nosso objetivo aqui é abordar apenas o aspecto saúde. Para o Grupo Gay da Bahia, militante das causas homossexuais, as definições importam muito e significam um diferencial importante na hora de tratar desta minoria – pois as questões do preconceito e da exclusão sociais, estas sim, podem gerar problemas sérios de ordem psíquica e emocional.
Embora a American Psychological Association (Associação de Psicologia Americana) não considere a homossexualidade como um desvio emocional ou mental, o GGB leva em conta que o estigma social associado ao fato de ser homossexual pode ser “emocionalmente devastador”.
De acordo com o APA’s & AMA’s Positions on Homossexuality, citado como fonte na página do GGB na Internet, “aparentemente a educação dada pelos pais tem pouca, se alguma, influência na orientação sexual de uma criança. No entanto, a atitude dos pais pode influenciar o modo como a criança aceita a sua sexualidade, quer seja heterossexual quer homossexual”.
É provavelmente dentro deste dado que entra a questão da saúde para os homossexuais: muito mais ligada aos preconceitos que estes indivíduos precisam enfrentar ao longo da descoberta e afirmação de sua condição, do que na sua condição propriamente dita.
Homossexualidade, para o Grupo Gay da Bahia, “é a atração sexual dirigida fundamentalmente para indivíduos do mesmo sexo”. Segundo eles, uma mulher que é atraída principalmente por mulheres é chamada de "lésbica" e um homem que se sente sexualmente atraído por homens é chamado "homossexual" ou "gay", embora estas duas palavras também se apliquem às mulheres.
Conforme o GGB, ter sentimentos para com alguém do mesmo sexo não faz desta pessoa necessariamente um homossexual, tendo em vista que “muitos rapazes e moças, durante a primeira infância e mesmo adolescência, sentem atração sexual e chegam mesmo a ter experiências homossexuais, mas não são gays nem lésbicas.
Muitos adultos sentem atrações ou têm experiências do tipo homossexual sem que se considerem eles próprios gays ou lésbicas”. De acordo com o que entende o GGB, não é ainda conhecida uma causa para a homossexualidade ou para a heterossexualidade.
“Uma das teorias refere que a orientação sexual é determinada da fase pré-natal. Outra teoria defende que é determinada depois do nascimento, por fatores ambientais. Em qualquer dos casos, a orientação sexual é estabelecida numa idade muito precoce”, explica.
Orientação Sexual: escolha ou condição?
Para não nos confundirmos com o sentido das expressões, cabe partirmos para algumas definições. De acordo com extenso trabalho realizado pelo deputado do Partido dos Trabalhadores, do Rio Grande do Sul, Marcos Rolim, também presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, orientação sexual “é compreendida como a afirmação de uma identidade pessoal cuja atração e/ou conduta sexual direcionam-se para alguém de mesmo sexo (homossexualismo), sexo oposto (heterossexualismo), ambos os sexos (bissexualismo) ou a ninguém (abstinência sexual).
Segundo o GGB, a orientação sexual de um indivíduo não pode ser alterada. Eles consideram que se a homossexualidade é apenas uma das variações do comportamento sexual, a pergunta mais correta a ser feita seria “Os homossexuais devem mudar? E se sim, por que?”.
De acordo com o GGB, “estudos sobre o assunto mostraram que as tentativas para mudar a orientação sexual de alguém são correntemente mal sucedidas e muitas vezes levam a uma depressão agravada, e ao suicídio”. Eles atestam ainda, apoiados em estatísticas, que a maioria dos homossexuais não vêem razão para mudar, e que muitos homossexuais consultados por eles referiram que aceitar a sua orientação sexual foi um processo difícil devido ao preconceito com que homossexuais e lésbicas precisam se confrontar.
Ainda conforme o GGB, a orientação sexual, quer para heterossexuais, quer para homossexuais, não parece ser algo que uma pessoa escolha. “Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma grande influência genética ou biológica sendo, provavelmente, determinada antes ou pouco depois do nascimento.
Se bem que estes estudos não sejam conclusivos, é irresponsável assumir que a homossexualidade é uma escolha”, afirmam, acrescentando: “Existem mais provas científicas que suportam a idéia que a orientação tem uma componente genética, do que provas que indiquem que é apenas uma questão de opção. Tal como os heterossexuais, os homossexuais descobrem a sua sexualidade como um processo de crescimento.
A única escolha que o homossexual pode tomar é a de viver a sua vida de acordo com a sua verdadeira natureza, ou de acordo com o que a sociedade espera dele”.
Os militantes do Grupo Gay da Bahia são ainda mais taxativos ao desenvolver o assunto da escolha da orientação sexual: “Descrever a homossexualidade como um simples caso de escolha é ignorar a dor e confusão por que passam tantos homens e mulheres homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual.
É absurdo pensar que esses indivíduos escolheram deliberadamente algo que os deixa expostos à rejeição por parte da família, amigos e sociedade”, discursam. Eles vão mais longe: “A crença que a homossexualidade é uma escolha, esconde a elevada taxa de suicídios entre adolescentes atribuídos à orientação sexual.
Porque iria um adolescente acabar com a sua vida, se podia, pura e simplesmente, evitar a vergonha, o medo e o isolamento escolhendo ser heterossexual? Este preconceito também ignora todos os homossexuais que tentaram viver a sua vida como heterossexuais, escondidos atrás de uma fachada de casamento, sempre sentido um vazio e falta de realização pessoal”, argumentam, baseados no Summary of Studies on the Origin of Sexual Orientation, que citam como fonte na sua página na Internet.
Depoimento:
O Grupo Gay da Bahia publicou o seguinte depoimento que explica o sentimento da mãe de uma garota lésbica, além de ajudar, a partir de uma metáfora, a entender a definição mais aceita pelos militantes homossexuais para a sua condição: "A maioria de nós é como um trevo de três folhas - bastante comuns, ninguém presta muita atenção em nós - mas de vez em quando encontramos um trevo de quatro folhas - uma descoberta rara e maravilhosa. Eu lembro que, quando era criança, eu passava horas procurando por este trevo de quatro folhas. De vez em quando eu achava um e o guardava dentro de um livro ou entre folhas de papel encerado. Este trevo era como um tesouro para mim, algo que eu queria cuidar e proteger".
"Minha filha é como um desses trevos de quatro folhas; acontece que ela tem uma orientação sexual diferente da minha. Ela é um tesouro para mim, alguém que eu quero proteger. Um trevo de quatro folhas não é anormal, apenas é raro e diferente dos outros. Eu nunca pensaria em arrancar uma das folhas para que ele se parecesse com um trevo de três folhas."

Sites: A Bíblia e o Homossexualismo

01_CACP: A Bíblia e o Homossexualismo: http://www.cacp.org.br/movimentos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=815&menu=12&submenu=5

02_Frente Universitária Lepanto: Doutrina Católica e Catecismo: Homossexualismo: http://www.lepanto.com.br/DChomo.html

03_Comportamento: Sou cristão e homosssexual (por Paulo de Tarsso): http://www.farofadigital.com.br/comportamento_cristao.htm

04_Os Fatos Sobre a Homossexualidade (John Ankerg e John Weldon): http://images.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizlundp8OZcBY8TtE9omKPUhj3D6zpZxK7jPln_IbhGnGkH8yTblPmftoBKbLEMSh1Ccm3tcvWp69smcSl8Och6xQF4TDftShtDxM_om1sJZ5pBHh2tgkkg9bBWIWdIhLfrtj-dZdit5A/s400/como+reconhecer+um+homossexual.jpg&imgrefurl=http://incontinental.blogspot.com/2007/03/conselhos-prticos-incontinental-como.html&h=400&w=248&sz=37&hl=pt-BR&start=27&sig2=czMP9l-ZWOgc8FSwcoRSNA&tbnid=ft2Wu1u02MhqGM:&tbnh=124&tbnw=77&ei=5LK8R7niB6SgwwGmhZjXBw&prev=/images%3Fq%3Dhomossexual%26start%3D20%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

05_Crer é também pensar!: http://www.crerepensar.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=157&Itemid=34

06_Prof. Felipe Aquino: Palavras a um jovem homosseual: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/04/05/palavras-a-um-jovem-homossexual/